terça-feira, 17 de outubro de 2017

Arqueólogos israelenses descobrem 'anfiteatro perdido' em local emblemático da Terra Santa


Arqueólogos israelenses anunciaram uma descoberta histórica num dos lugares mais sagrados, emblemáticos e disputados da Terra Santa. Eles revelaram um anfiteatro romano de mais de 1,8 mil anos de idade, oito metros abaixo do famoso Muro das Lamentações - visitado por mais de 3 milhões de pessoas por ano, na Cidade Velha de Jerusalém.
As escavações também expuseram mais um pedaço do Muro em si que estava encoberto havia pelo menos 1,7 mil anos - soterrado provavelmente por um terremoto.
O Muro das Lamentações é considerado o ponto mais sagrado para o judaísmo, mas também é reverenciado por cristãos e fica adjacente à Esplanada das Mesquitas (ou Monte do Templo, para os judeus), o terceiro local mais sagrados para os muçulmanos.
O Muro é que o restou da muralha de contenção da estrutura construída por Herodes (que reinou na Judeia de 37 a.C. até 4 d.C.), para sustentar o Segundo Templo judaico, destruído pelos romanos em 70 d.C. Hoje, no mesmo ponto, está o Santuário da Rocha (Al-Haram Al-Sharif), com sua famosa cúpula dourada.
Oito níveis do Muro das Lamentações foram desenterrados pelos arqueólogos. Estavam totalmente preservados, apesar de terem passado milênios soterrados. O trecho fica abaixo do chamado "Arco de Wilson", localizado no canto esquerdo do atual Muro conhecido pelos turistas.
O "Arco de Wilson" era uma das passagens pelas quais, na época de Jesus Cristo, há 2 mil anos, moradores de Jerusalém e visitantes podiam subir até o Monte do Templo. Originalmente, tinha 13 metros de altura.
As escavações também expuseram mais um pedaço do Muro em si que estava encoberto havia pelo menos 1,7 mil anos - soterrado provavelmente por um terremoto.
O Muro das Lamentações é considerado o ponto mais sagrado para o judaísmo, mas também é reverenciado por cristãos e fica adjacente à Esplanada das Mesquitas (ou Monte do Templo, para os judeus), o terceiro local mais sagrados para os muçulmanos.
O Muro é que o restou da muralha de contenção da estrutura construída por Herodes (que reinou na Judeia de 37 a.C. até 4 d.C.), para sustentar o Segundo Templo judaico, destruído pelos romanos em 70 d.C. Hoje, no mesmo ponto, está o Santuário da Rocha (Al-Haram Al-Sharif), com sua famosa cúpula dourada.
Oito níveis do Muro das Lamentações foram desenterrados pelos arqueólogos. Estavam totalmente preservados, apesar de terem passado milênios soterrados. O trecho fica abaixo do chamado "Arco de Wilson", localizado no canto esquerdo do atual Muro conhecido pelos turistas.
O "Arco de Wilson" era uma das passagens pelas quais, na época de Jesus Cristo, há 2 mil anos, moradores de Jerusalém e visitantes podiam subir até o Monte do Templo. Originalmente, tinha 13 metros de altura.

Palestinos condenam escavações

As escavações israelenses na Cidade Velha de Jerusalém são criticadas pelos palestinos, já que toda essa área esteve sob controle jordaniano até 1967, quando passou a mãos israelenses durante a Guerra dos Seis Dias.
Os palestinos afirmam que toda a parte Oriental de Jerusalém (onde fica a Cidade Velha) ocupada por Israel pertence a eles como parte de um Estado palestino independente.
Já para os israelenses, a Cidade Velha - e toda Jerusalém Oriental - é parte indivisível de Israel, tendo sido anexada por lei em 1980. Eles dizem que a cidade nunca fez parte de qualquer nação moderna, já que os jordanianos também haviam ocupado sua parte Oriental depois da Guerra de 1948-49 (pós-criação de Israel) depois de três décadas sob administração britânica.
A disputa por Jerusalém é um dos pontos nevrálgicos do conflito entre israelenses e palestinos.
Uma batalha diplomática tem sido travada em órgãos internacionais. Em julho deste ano, a Unesco adotou resolução jordaniana condenando as atividades arqueológicas de Israel na Cidade Velha, sob acusação de serem ilegais pela Lei Internacional.
O Brasil votou em favor da resolução depois que os jordanianos aceitaram mudar o texto original, que identificava o Monte do Templo apenas por seu nome em árabe, "Aqsa Mosque/Al-Haram Al-Sharif", e se referia ao local como segrado só para muçulmanos.
Alguns palestinos acreditam que as escavações na Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo têm como objetivo minar as fundações das mesquitas que existem hoje no local para a eventual construção de um Terceiro Templo judaico.
Recentemente, os Estados Unidos e Israel anunciaram que vão se retirar da Unesco em protesto contra o "viés anti-Israel" da agência da ONU.
Justamente diante dessa batalha diplomática é que autoridades israelenses veem com bons olhos descobertas arqueológicas que confirmem relatos bíblicos ou históricos que comprovam a ligação entro o povo judeu e Jerusalém.
"Uma atrás de outra, as descobertos arqueológicas permitem que nossa geração realmente toque na história antiga e herança judaica do nosso povo, mostrando sua conexão profunda com Jerusalém", disse o rabino do Muro das Lamentações, Shmuel Rabinowitz.
Mas, para o diretor-geral da Autoridade de Antiguidades de Israel, Israel Hasson, as descobertas no local são muito mais amplas do que a disputa política contemporânea: "Espero que esses achados ajudem-nos a avançar, para que todos possamos nos impressionar com o passado glorioso de Jerusalém".


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cristãos sofrem a maior perseguição de todos os tempos, diz pesquisa


Cristãos sofrem grande perseguição em países, como o Paquistão.

Situação dos cristãos de hoje é a pior da história, aponta novo relatório.
O relatório foi elaborado por uma organização cristã de apoio à Igreja Perseguida.

A perseguição contra os cristãos é a pior que já se viu na História, afirma o novo relatório de uma instituição de apoio à Igreja Perseguida.

Olhando para 13 países onde os cristãos enfrentam os piores abusos, o estudo da organização "Aid to the Church in Need" (ACN), ("Ajuda à Igreja Necessitada"), divulgado na última quinta-feira, apontou que a perspectiva piorou em todos eles, com a única exceção da Arábia Saudita"onde a situação já era tão ruim que dificilmente poderia piorar".

O relatório intitulado "Perseguidos e esquecidos?" adverte que os cristãos em muitos países não sobreviverão se a violência contra eles continuar e destacou as "atrocidades indescritíveis" que eles têm sofrido em todo o mundo, incluindo a Coreia do Norte, onde os enfrentam "fome forçada, abortos e relatos de fiéis sendo crucificados e queimados, enquanto outros são esmagados por um rolo compressor".

O registro expõe um ataque mordaz para os governos ocidentais, porém ainda assim há autorides se alinhando para contestar estes dados, como ocorreu na Câmara dos Lordes, na noite da última quinta-feira, onde a pesquisa foi apresentada.
Lord Alton, de Liverpool - integrante da bancada religiosa - disse que há uma necessidade de "separar a propaganda da realidade" quando ouviu sobre o dinheiro que os governos doaram quando ministros disseram que o Reino Unido prometeu 169,5 milhões de libras como apoio ao Iraque desde 2014.

Segundo o relatório da ACN diz: "Os governos no Ocidente e a ONU não ofereceram aos cristãos em países como o Iraque e a Síria a ajuda de emergência que eles precisavam quando o genocídio começou".

John Pontifex, porta-voz da instituição cristã disse: "Em termos do número de pessoas envolvidas, a gravidade dos crimes cometidos e seu impacto, é claro que a perseguição dos cristãos atualmente é pior do que em qualquer outro momento em história".

"Não só os cristãos são os mais perseguidos do que qualquer outro grupo de fé, mas números cada vez maiores estão enfrentando as piores formas de perseguição", destacou.

Além da perseguição religiosa promovida pelo extremismo islâmico no Oriente Médio, o relatório também descreve os abusos sofridos por cristãos na Nigéria, onde o grupo filiado ao Estado Islâmico, Boko Haram, já deixou mais de 2 milhões de pessoas sem casa e matou outras centenas de milhares.
Lord Alton disse: "Isso traz grande vergonha para nós, que nos interessamos tão pouco sobre o que acontece com nossos irmãos e irmãs na Nigéria".

O relatório acrescenta: "A natureza generalizada da perseguição - e as evidências que implicam regimes com quem o Ocidente tem relações comerciais e vínculos estratégicos estreitos - mostram que nossos governos precisam usam sua influência para defender as minorias nestas regiões críticas, especialmente os cristãos".

"Os cristãos não devem mais ser sacrificados no altar da oportunidade estratégica e da vantagem econômica", alerta o texto do relatório.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O Dia do Senhor

O “Dia do Senhor” é o termo mais amplamente usado no Antigo Testamento para descrever o tempo que chamamos de “a Tribulação”. O Dr. Paul Benware resume as atividades do “Dia do Senhor” como um tempo no qual “o Senhor intervirá na história humana para julgar as nações, disciplinar Israel e estabelecer Seu governo no reino messiânico”.[1]
Novamente, vemos uma característica recorrente no Dia do Senhor que já vimos em outras descrições da Tribulação, que é o Senhor defendendo Israel contra as nações. Isto fica especialmente claro em Zacarias 14.1-8.
Eis que vem o Dia do Senhor, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade. Então, sairá oSenhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos, com ele. Acontecerá, naquele dia, que não haverá luz, mas frio e gelo. Mas será um dia singular conhecido do Senhor; não será nem dia nem noite, mas haverá luz à tarde. Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e a outra metade, até ao mar ocidental; no verão e no inverno, sucederá isto”.
Ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém” (Zc 14.2). “Então, sairá oSenhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha” (Zc 14.3). Isto dificilmente se encaixa no evento do ano 70 d.C. ou em qualquer outra possibilidade histórica, como alguns alegam. Trata-se de algo que aguarda cumprimento no futuro.

A Septuagésima Semana de Daniel

As “setenta semanas” de Daniel, profetizadas em Daniel 9.24-27, são a moldura dentro da qual a Tribulação, ou a septuagésima semana, acontecerá.[2] O período de sete anos da septuagésima semana de Daniel apresenta o período ou o tempo de duração da Tribulação. Uma apresentação gráfica das setenta semanas é uma grande ajuda para se compreender que a futura Tribulação terá sete anos de duração. Isto é confirmado no Apocalipse, quando há referências a dois períodos de três anos e meio. O ministério das duas testemunhas ocorre nos primeiros três anos e meio (Apocalipse 11.3), enquanto é dito que outros eventos da Tribulação ocorrerão nos três anos e meio seguintes (Apocalipse 12.6; Ap 13.5).
Como as sessenta e nove semanas já foram literalmente cumpridas na história (como foi visto acima), segue que a semana final deve ser cumprida da mesma maneira. Qualquer tentativa de encontrar um cumprimento literal dos sete anos finais requer uma lacuna de tempo entre a sexagésima nona e a septuagésima semanas. Isso nos proporciona a base para que a semana final da profecia de Daniel seja cumprida literalmente no futuro.

A Tribulação em Zacarias

Zacarias foi uma das contribuições finais para o cânon do Antigo Testamento. Esta profecia prova ser especialmente útil a qualquer pessoa que esteja interessada na época em que ocorrerá a Tribulação. O enfoque de Zacarias não foi somente sobre a nação de Israel, mas ele fornece um enfoque profético sobre Jerusalém. Os capítulos 12 a 14 de Zacarias envolvem detalhes proféticos que creio serem descritivos de uma Tribulação futura.
Zacarias 12 a 14 mostra claramente um tempo em que todas as nações da terra terão circundado Jerusalém em um cerco. Quando este fato acontecer, o Senhor não usará exércitos gentios como Seu agente de juízo, como aconteceu no ano 70 d.C; em vez disso, Ele intervirá para resgatar Israel dessa ameaça, que acontecerá na futura Tribulação. Esta passagem descreve um tempo ainda futuro quando Israel será rodeado por exércitos gentios hostis de todas as partes da terra. Nesse tempo, o Senhor intervirá para salvar os judeus, na medida em que Israel se converter a Jesus como seu Messias, como está indicado em Zacarias 12.10 e Zacarias 13.1:
E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.10).
Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza” (Zc 13.1).
Zacarias 14 descreve um cenário consistente com uma interpretação futura desses eventos:
  1. A Tribulação terminará com a Segunda Vinda de Jesus a Jerusalém para resgatar Israel, Seu povo arrependido.
  2. A vinda do Senhor não resultará em juízo sobre Israel através dos exércitos das nações que cercarão Israel; em vez disso, ela leva a um juízo divino sobre as nações e ao resgate de Israel.
  3. Depois da Segunda Vinda começará o Milênio, no qual Israel será abençoado nacionalmente.
  4. Israel receberá Jesus como seu Messias, o que resultará em bênçãos mundiais a todas as nações do mundo.

Conclusão

A Bíblia afirma claramente a existência de um período de tempo futuro ao qual denominamos comumente de Tribulação, que terá uma duração de sete anos. O propósito da Tribulação será expurgar os judeus rebeldes e incrédulos, o que levará a uma conversão nacional de Israel a Jesus como seu Messias. Mais adiante, virá um tempo sobre o qual Apocalipse 3.10 diz que Deus testará os habitantes da terra, ou os incrédulos, a fim de demonstrar a incredulidade deles na história, não importando a que testemunhas ou circunstâncias eles estarão expostos. Maranata! (Thomas Ice)

Notas:

  1. Paul Benware, Understanding End Times Prophecy [Entendendo a Profecia dos Tempos do Fim] (Chicago: Moody Press, 1995), p. 244.
  2. Uma das discussões mais legíveis e extensivas sobre a cronologia das 70 semamas é encontrada em Harold H. Hoehner, Chronological Aspects of the Life of Christ[Aspectos Cronológicos da Vida de Cristo] (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1977), pp. 115-39. Uma apresentação mais popular é de Herb Vander Lugt,The Daniel Papers [Os Documentos de Daniel] (Grand Rapids: Radio Bible Class, 1994).

A Tribulação de Sete Anos


Thomas Ice

Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Daniel 9.27).
Críticos da interpretação literal da profecia bíblica têm frequentemente questionado a legitimidade bíblica de um termo que usamos: “Tribulação”. A verdade de que haverá um tempo mundial de tribulação que durará por sete anos é derivada principalmente dos livros bíblicos de Daniel e do Apocalipse; todavia, essa verdade é usada muitas vezes em outras passagens. Espero demonstrar neste artigo o fato de que a Bíblia afirma, sim, que haverá um período de sete anos conhecido como Tribulação, o qual acontecerá no futuro relativamente aos dias presentes.

A Tribulação em Deuteronômio

Quando a nação de Israel acampou às margens do rio Jordão, antes de colocar um pé sequer na Terra Prometida, o Senhor deu-lhe um resumo de toda a história da nação por meio de Seu porta-voz, Moisés.
Deuteronômio é essa revelação, e é como um mapa indicando para onde a história está se encaminhando antes que se empreenda a viagem. A revelação de um evento denominado a Tribulação é incluída por Deus como parte do itinerário original. Embora diferentes segmentos da jornada histórica tenham sido atualizados com maiores detalhes, sendo acrescentados ao longo do caminho, jamais foi feito um único ajuste ao curso original. Parte dessa jornada inclui a Tribulação.
No processo da exortação de Moisés à nação de Israel, ele apresenta, em Deuteronômio 4.25-31, um resumo daquilo que aconteceria à nação eleita depois que cruzasse o rio Jordão e se estabelecesse na terra. Essa passagem inclui o fato de que a nação seria espalhada por todo o mundo, mas que um dia se reuniria novamente. Deuteronômio 4.29-30 diz:
De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz”.
Assim, vemos que já em Deuteronômio, logo no início, Deus delineia um plano futuro para Israel, que inclui um período comumente chamado “a Tribulação”.

A Tribulação nos Profetas

Edificando sobre a introdução de Moisés à “Tribulação” em Deuteronômio 4.30, os Profetas usam esse termo em referência pelo menos quatro vezes em três passagens. Tomando esses textos cronologicamente, a primeira passagem que examinaremos está em Jeremias 30.7, e é o tão conhecido “Dia da Angústia de Jacó”:
Palavra que do Senhor veio a Jeremias, dizendo: Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que eu disse. Porque eis que vêm dias, diz oSenhor, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e de Judá, diz o Senhor; fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a possuirão. São estas as palavras que disse oSenhor acerca de Israel e de Judá: Assim diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor e de temor e não de paz. Perguntai, pois, e vede se, acaso, um homem tem dores de parto. Por que vejo, pois, a cada homem com as mãos na cintura, como a que está dando à luz? E por que se tornaram pálidos todos os rostos? Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei os teus canzis; e nunca mais estrangeiros farão escravo este povo, que servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei. Não temas, pois, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei das terras de longe e à tua descendência, da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranquilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso, darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida e de todo não te inocentarei” (Jr 30.1-11).
Considere as seguintes observações encontradas em Jeremias 30.1-11 sobre o “Dia da Angústia de Jacó”:
  • Será um tempo de sorte restaurada para Israel e para Judá (Jr 30.3).
  • Será um tempo no qual Israel e Judá serão trazidos de volta para sua terra a fim de tomarem posse dela (Jr 30.3).
  • Será um tempo de dores para Jacó (isto é, o Israel nacional) das quais ele terá libertação (Jr 30.7).
  • Será um tempo único na história (Jr 30.8).
  • Será um tempo no qual a escravidão do Israel nacional terminará (Jr 30.8).
  • Isso levará a um tempo em que Israel servirá ao Senhor e a Davi, seu rei (Jr 30.9).
  • Isso levará a um tempo em que Israel será reunido desde longe e habitará na terra em tranquilidade e sossego, sem que ninguém lhe inspire medo (Jr 30.10).
  • Será um tempo em que serão destruídas as nações por onde Israel foi espalhado (Jr 30.11).
  • Será um tempo no qual Deus punirá Jacó justamente e destruirá parte dele (Jr 30.11).
Esta passagem não fala de nenhum tempo passado de juízo sobre Israel, mas se encaixa no padrão profético de um tempo futuro no qual Israel retornará de outras nações para sua própria terra, passará pelos testes da Tribulação, mas será resgatado daquele tempo à medida que o Senhor julgar as nações. Esse tempo, então, leva ao tempo de obediência e bênção nacional de Israel. Esta é a Tribulação e ela ainda está no futuro.
Daniel 12.1-2 nos apresenta uma outra passagem importante sobre a Tribulação.
Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”.
Esta passagem sobre a Tribulação inclui os seguintes elementos:
  • Nesse tempo” se refere à seção anterior (Daniel 11.36-45), que é descritiva das muitas atividades do Anticristo durante a Tribulação (Dn 12.1).
  • Será um tempo em que o arcanjo Miguel “se levantará”, indicando que ele defenderá Israel contra seus inimigos (Dn 12.1).
  • Será um tempo de angústia como jamais ocorreu na história nacional até aquele ponto (Dn 12.1). Essa passagem é citada por Jesus em Mateus 24.21.
  • Será um tempo em que todos os israelitas eleitos serão resgatados (Dn 12.1).
  • Será um tempo seguido pela ressurreição dos israelitas salvos e dos não-salvos (Dn 12.2).
  • Novamente, temos a figura do Israel nacional durante o tempo da maior angústia imposta por seus inimigos em toda a história; mas Deus, através de uma intervenção angelical, resgatará Sua nação eleita (veja Mateus 24.31). Isto se encaixa no padrão de uma tribulação futura, mas não se correlaciona com o juízo sobre Israel que ocorreu no ano 70 d.C., como alguns críticos afirmam.
    A passagem final do Antigo Testamento sob consideração é Sofonias 1.14-18. Este texto junta praticamente todos os termos em uma passagem usada para descrever e designar a Tribulação encontrada na Bíblia. Mais da metade dos termos sobre a Tribulação no Antigo Testamento são encontrados nesta passagem.
  • Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia doSenhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas, dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas. Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida, porque, certamente, fará destruição total e repentina de todos os moradores da terra”.
    É interessante que a ênfase dessa passagem está no juízo do Senhor sobre as nações quando “a terra será consumida e (...) todos os moradores da terra” (Sf 1.18).
    Esta passagem afirma que, durante a Tribulação, o Senhor julgará as nações.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

IRÃ AMEAÇA TRUMP E DIZ QUE DESTRÓI ISRAEL EM 7 MINUTOS

Um alto oficial do governo iraniano advertiu nesta final de semana que Teerã pode retaliar contra Israel, se os EUA lançaram um ataque militar contra o Irã.

Mojtaba Zonour, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, além de ex-oficial da Guarda Revolucionária Islâmica, contou que já existem mísseis iranianos prontos para atingir Tel Aviv em menos de sete minutos.

Como Jerusalém é considerada sagrada no Islã, os muçulmanos visariam a cidade costeira israelense e a base militar dos EUA no Bahrein “se o inimigo cometer um erro”. “Apenas sete minutos são necessários para que nossos mísseis atinjam Israel”, ressaltou.

Os comentários de Zonour foram feitos durante um exercício militar da Guarda Revolucionária destinado a mostrar seus novos sistemas de mísseis e radares na província de Semnan, norte do Irã.

Os exercícios militares aconteceram um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs sanções ao Irã em resposta a um recente teste com mísseis. As sanções atingem dezenas de pessoas e empresas.


No sábado, outro alto funcionário do exército iraniano ameaçou os EUA. O general Amir Ali Hajizadeh, chefe da divisão de espaço aéreo, disse que as críticas de Washington aos recentes testes com mísseis iranianos eram “um pretexto para mostrar sua animosidade em relação a nós”. Enfatizou ainda que “fazemos esforços 24 horas por dia para defender a segurança do nosso país e se o inimigo cometer qualquer erro, nossos mísseis choverão sobre eles. ”

O Irã testou no domingo passado um míssil de médio alcance que, segundo a Casa Branca, violou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU proibindo mísseis que poderiam transportar um dispositivo nuclear.

A República Islâmica vem fazendo testes com mísseis balísticos e recentemente comprou urânio o suficiente para construir 10 bombas atômicas. Mesmo assim, nega que esteja violando o acordo nuclear de 2015 feito com as potências mundiais e as resoluções da ONU.

Israel, por sua vez, instalou recentemente o mais poderoso sistema antimísseis do mundo, apelidado de Star Wars. O Arrow 3, co-produzido com a Boeing, pode abater inclusive mísseis vindos do espaço. Com informações de Times of Israel

IRã AMEAÇA TRUMP E DIZ QUE DESTROI ISRAEL EM 7 MINUTOS